Samuel Marques, 2º Clarinete – Solista B da Orquestra Sinfónica do Porto Casa da Música e da Orquestra Clássica do Centro, colabora regularmente como músico convidado com a Orquestra Gulbenkian, Remix Ensemble Casa da Música, Orquestra Sinfónica Portuguesa, Orquestra Filarmonia das Beiras, Orquestra do Algarve, Orquestra de Câmara Portuguesa, Orquestra de Câmara de Cascais e Oeiras e Orquestra Filarmónica Portuguesa. Tem tocado com nomes como Martha Argerich, Joyce DiDonato, Maria João Pires ou Andrea Bocelli. É docente de Clarinete no Conservatório de Música da Jobra (Branca, Albergaria-a-Velha).
Samuel iniciou os seus estudos aos 5 anos de idade na Banda Visconde de Salreu, tendo depois prosseguido os mesmos com Nelson Aguiar (Conservatório de Música de Aveiro Calouste Gulbenkian). Foi aluno dos professores António Saiote (ESMAE – Porto), Stanley Drucker e Pascual Martínez-Forteza (New York University, Steinhardt School - Nova Iorque, EUA). Nesta última instituição foi Professor Adjunto de Clarinete.
Recentemente lançou o CD SYMPHONIC CHRONICLES VOL I com a obra Fantasy on Jazz de Barbara Jazwinski, a solo com a Royal Scottish National Orchestra, pela editora Navona Records. Samuel é membro do quinteto de palhetas Prisma Quintet e toca em duo com o pianista Vasyl Tsanko, com quem foi finalista do Premio Amici della Musica di Verona 2024 e vencedor do The Andrew Downes Performance Prize 2025 (Birmingham, Reino Unido). No presente ano foi galardoado com o 2º Prémio (ex-aequo) no V Concurso Internacional de Interpretación do VII Festival Internacional de Música de Almería (Espanha).
Samuel Marques e Vasyl Tsanko formam um duo de clarinete e piano baseado na cidade de Aveiro. Desde 2021 que têm atuado um pouco por todo o país, em ciclos de concertos e espetáculos promovidos por entidades públicas (Municípios) e privadas (Fundações e Associações). Em 2024 dá-se a internacionalização do duo, com a atuação na Final do Premio Amici della Musica di Verona 2024, em Verona (Itália). Recentemente, foram os vencedores do The Andrew Downes Performance Prize 2025, em Birmingham (Reino Unido).
Contradança
1. Dança entre quatro ou mais pares que se defrontam uns aos outros; quadrilha.
2. Mudança frequente de lugar; vaivém.
A contradança era a alma dos bailes elegantes do séc.XVIII, mas tendo a influência das festas populares. Tem a sua origem nas danças camponesas que chegaram às cortes europeias devido à sua maior simplicidade e capacidade de diversão. Neste concerto, ao som do clarinete de Samuel Marques e do piano de Vasyl Tsanko, iremos viajar pelas mais belas e elegantes danças europeias, até chegarmos às danças populares da América do Sul.
A Arte Nova, movimento artístico fortemente inspirado por formas e estruturas naturais e marcadamente simbólico, esteve em voga num período conhecido por Belle Époque. Nesta "Bela Época", situada entre duas guerras (a Franco-Prussiana no final do séc.XIX e a 1ª Guerra Mundial, já no séc.XX), ocorreram profundas transformações culturais que se traduziram em novos modos de pensar e viver, com a arte em lugar de destaque no quotidiano. Foi a era da beleza, da inovação e da paz.
Neste recital, o espectador é convidado a percorrer as paisagens sonoras da época, experienciando sensações e obtendo impressões de obras de importantes compositores europeus como Debussy, Ravel ou Fauré. À semelhança dos pintores impressionistas, que aplicavam a técnica de justaposição de cores diferentes sobre a tela (não as misturando na paleta) para então sugerir uma nova cor aos olhos do espectador, Samuel Marques e Vasyl Tsanko irão sugerir ao público que descubra algumas das mais belas obras para clarinete e piano.
"Sabe deus que eu quis / Contigo ser feliz, / Viver ao sol do teu olhar / Mais terno."
No hemisfério Norte o inverno é a estação mais fria do ano e é neste período que se podem experienciar fenómenos de uma grande beleza, ainda que mais subtil. As noites são mais longas e os dias mais curtos.
"Morto o teu desejo, / Vivo o meu desejo, / Primavera em flor / Ao sol de inverno."
Neste recital, o espectador é convidado a sentir-se em contacto com a Natureza, observando as paisagens de Sibelius, contemplando o luar através do olhar de Debussy e Dvořák, viajando pelo inverno de Vivaldi, Schubert ou Piazzolla, ou ainda celebrando o Natal e o Carnaval ao som de Tchaikovsky.
"Sonhos que sonhei, / Onde estão? / Horas que vivi, / Quem as tem? / De que serve ter coração / E não ter o amor de ninguém?"
Sol de inverno, expressão que transmite um entusiasmo de curta duração, passageiro.
"Vivo de saudades, amor. / A vida perdeu fulgor. / Como o sol de inverno / Não tenho calor."
Um percurso musical que revela a água em todas as suas formas: o brilho das fontes, a serenidade das margens, a força do mar e a poesia da chuva. Entre movimentos cintilantes, atmosferas subaquáticas e paisagens contemplativas, estas obras transformam o elemento líquido em som, imaginação e emoção.
O Prisma Quintet, nascido no ano de 2021, resulta da união de cinco músicos ambiciosos que partilham o enorme gosto pela música de câmara. Surgiu assim um quinteto de palhetas constituído por instrumentos de sopro da família das madeiras: clarinete soprano, clarinete baixo, fagote, saxofone alto e oboé. Este é um projeto emergente e inovador em Portugal, por se tratar de um quinteto cuja formação, de forma profissional, é única no país.
"Viagem de Inverno" é uma experiência sensorial que nos transporta para um encantador mundo de melodias e emoções natalícias. Numa formação camerística inovadora, cinco virtuosos músicos guiar-nos-ão numa viagem musical que promete aquecer corações numa noite de inverno. Deixe-se cativar por memoráveis temas que ora o transportarão para um mundo de magia e fantasia, ora o convidarão a um momento de reflexão, paz e profundidade espirituais. Celebraremos ainda a beleza do inverno, com música que é capaz de criar uma atmosfera absolutamente mágica, bem como a vida e a esperança, essenciais nesta época. Não perca a oportunidade de celebrar a música e o espírito natalício neste concerto inesquecível.
Neste encontro singular, o Prisma Quintet une-se aos irmãos Ricardo Silva e João Silva numa viagem onde a tradição se reinventa nos sons mais contemporâneos. A riqueza tímbrica dos instrumentos de palheta — oboé, clarinete, saxofone, clarinete baixo e fagote — funde-se com a sonoridade cristalina da guitarra portuguesa e o calor da guitarra clássica, criando uma textura sonora inédita e profundamente envolvente.
Partindo do repertório tradicional português e através das composições originais de Ricardo Silva e João Silva, somos convidados a entrar num universo onde a guitarra portuguesa — símbolo maior da música nacional — reclama novos espaços, liberta de amarras, mas fiel à sua identidade. Este diálogo entre passado e presente estende-se ainda a vultos maiores da nossa cultura, de que são exemplo Carlos Paredes e José Mário Branco.
Mais do que um concerto, esta é uma viagem pela memória coletiva portuguesa.
Fotografias para imprensa e uso editorial disponíveis mediante pedido.